Clareza para decidir antes de assinar.
Artigos sobre crédito, propostas bancárias, taxas e decisões financeiras. Informação clara para compreender melhor cada tema, avaliar opções e decidir com maior segurança.
Explorar por categorias
Últimos artigos
OE2027: o Estado ajuda a comprar casa. Mas será que o banco empresta?
O Orçamento do Estado para 2027 prolonga o debate sobre IMT Jovem, garantia pública e incentivos à construção. Mas os apoios não asseguram que uma família consiga pagar o crédito.
Fotografia da Semana #40/2026: a habitação apertou dos dois lados
A renda mediana dos novos contratos de arrendamento atingiu 10,17 €/m² no 2.º trimestre de 2026, mais 10,2% do que um ano antes. Ao mesmo tempo, a prestação média mensal do stock de crédito à habitação chegou aos 446 euros em agosto, o valor mais elevado da série do Banco de Portugal.
Quem lhe está a tratar do crédito está autorizado a fazê-lo?
Antes de entregar recibos de vencimento, IRS, extratos bancários ou outros documentos financeiros, confirme quem está efetivamente a tratar do seu crédito. O Banco de Portugal mantém pública a lista dos intermediários autorizados e o respetivo registo permite verificar a entidade e a atividade para a qual está habilitada.
Economia e mundo
Fotografia da Semana #40/2026: a habitação apertou dos dois lados
A renda mediana dos novos contratos de arrendamento atingiu 10,17 €/m² no 2.º trimestre de 2026, mais 10,2% do que um ano antes. Ao mesmo tempo, a prestação média mensal do stock de crédito à habitação chegou aos 446 euros em agosto, o valor mais elevado da série do Banco de Portugal.
Fotografia da Semana #39/2026 — O crédito à habitação acelera ao ritmo mais alto desde 2003
Em agosto de 2026, o stock de empréstimos para habitação atingiu 119,1 mil milhões de euros e cresceu 11,2% em termos anuais, a taxa mais elevada desde 2003. Na mesma semana, outros indicadores mostraram preços das casas ainda a subir, avaliações bancárias em máximos e forte crescimento do endividamento das famílias.
O gás já não demora a chegar à inflação
O BCE concluiu que a transmissão das alterações do preço grossista do gás para a inflação paga pelas famílias ficou mais rápida desde a crise energética de 2022. Em mais de metade dos países da zona euro, o efeito chega agora em um a três meses. O mecanismo não faz subir a Euribor automaticamente, mas reduz o tempo entre um choque energético e a pressão que o BCE vê nos preços.
Resumo da semana #38: o mundo voltou a carregar nos juros
Fed e Japão subiram taxas, o Reino Unido manteve mas dividiu-se, a inflação da zona euro voltou aos 3,2%, o petróleo ficou acima dos 100 dólares e a dívida de longo prazo encareceu. Em Portugal, a taxa implícita e a prestação média do crédito à habitação voltaram a subir.
Fotografia da Semana #37/2026 — Os juros voltaram ao centro do problema
O BCE subiu os juros, a energia voltou ao centro do risco inflacionista e os Estados Unidos continuaram a mostrar pressão nos preços. Ao mesmo tempo, a economia europeia resistiu melhor do que se temia e Portugal deu um sinal positivo na oferta de habitação. Esta é a fotografia económica da semana 37 de 2026.
BCE subiu os juros. Agora começa a parte difícil
O BCE confirmou a subida de 25 pontos base e levou a taxa de depósito para 2,50%. A decisão era esperada. O que importa agora é perceber até onde pode ir o ciclo: a inflação de 2027 foi revista em alta, a economia mostrou mais resistência e o BCE recusou comprometer-se com uma trajetória de taxas.
BCE volta aos juros. E dezembro já entrou na conversa
A subida de setembro está praticamente incorporada nos mercados. O verdadeiro debate passou a ser outro: se o choque energético persistir, 2,50% pode deixar de ser o ponto final e dezembro pode trazer novo aperto. O BCE enfrenta uma decisão difícil porque a inflação geral voltou a 3,3%, mas salários e inflação subjacente ainda não mostram uma nova espiral.
Portugal sobe no rating. As casas sobem ainda mais
A Fitch elevou Portugal para A+, a melhor classificação em 15 anos. A decisão reconhece contas públicas mais fortes, mas traz um contraste difícil de ignorar: os preços da habitação estavam cerca de 99% acima do final de 2019.
A inflação voltou a atacar. E os juros podem voltar a subir
A inflação subiu para 3,3% em Portugal e na zona euro em agosto. A energia explica grande parte do aumento, mas os dados deixam o BCE com menos margem e voltam a colocar os juros no centro da decisão.
Euro forte: porque também conta para os juros
O euro chegou a 1,1699 dólares em 21 de agosto e a taxa de referência do BCE estava em 1,1643 em 28 de agosto. O câmbio não entra diretamente na fórmula da prestação, mas influencia preços de importação, inflação e expectativas de política monetária. É um canal indireto que também ajuda a explicar a evolução dos juros.
A Europa ainda está no verão. Porque é que os depósitos de gás já interessam aos juros do inverno?
Os depósitos de gás da União Europeia estavam perto de 62% em agosto, abaixo dos 74% de um ano antes. Não existe uma crise automática nem falta iminente de gás, mas o nível de armazenamento reduz a margem de segurança para um inverno frio e pode amplificar preços de energia, inflação e expectativas sobre o BCE.
A Evergrande acabou. Porque é que o problema imobiliário da China continua?
A liquidação da unidade continental da Evergrande e a condenação do fundador fecham um capítulo empresarial, não a crise imobiliária chinesa. Investimento, vendas, construção nova e crédito hipotecário continuam a cair, mantendo pressão sobre património das famílias, consumo e crescimento.
A IA continua a mudar o mundo. Wall Street começou a perguntar quanto isso vale.
O sell-off tecnológico de agosto não prova o fim da inteligência artificial nem transforma uma sessão negativa numa bolha rebentada. Mostra algo mais útil: quando as yields sobem e o dinheiro fica mais caro, o mercado exige que as expectativas de crescimento da IA justifiquem avaliações cada vez mais exigentes.
O mercado exigiu 5,216% para financiar os EUA a 30 anos
Numa emissão de dívida a 30 anos realizada esta semana, o Tesouro norte-americano aceitou uma yield máxima de 5,216%. Uma única emissão não redefine o custo de toda a dívida dos EUA, mas mostra quanto o mercado exige para emprestar a muito longo prazo à maior economia mundial.
Reino Unido cresce 0,4%, com os serviços a puxarem a economia
O PIB britânico cresceu 0,4% no segundo trimestre, com os serviços a avançarem 0,5% e a produção industrial estagnada. O número agregado é positivo, mas a composição mostra uma economia resistente sem uma expansão igualmente forte em todos os setores.
China: consumidores quase sem inflação, indústria com preços 3,5% mais altos
Na China, os preços no consumidor subiram apenas 0,5% em julho, enquanto os preços à saída da fábrica estavam 3,5% acima de um ano antes. A diferença mostra uma economia em que a pressão de custos a montante não está a chegar da mesma forma ao consumidor final.
Quando o petróleo baixa, porque é que o combustível não baixa na mesma proporção?
O preço do combustível não replica a percentagem de subida ou descida do petróleo. Refinação, distribuição, impostos, margens e tempo de transmissão explicam porque o barril e a bomba podem mover-se a ritmos diferentes.
EUA: inflação abranda para 3,4% e vendas a retalho caem 0,6%
A inflação norte-americana desacelerou para 3,4% em julho e as vendas a retalho recuaram 0,6% no mês. Os dois números aliviam parte da pressão sobre os preços, mas também levantam uma pergunta menos confortável: quanto da desaceleração vem de uma procura a perder força?
Alimentos sob pressão: porque a subida internacional não chega logo ao supermercado
O índice mundial de alimentos da FAO subiu 0,6% em julho de 2026, puxado por cereais, açúcar e óleos vegetais. Mas preços internacionais e preços no supermercado não são a mesma coisa — e podem até mover-se em sentidos diferentes durante algum tempo.
Salários reais sobem 1,8% e inflação recua para 3,0%: o alívio não apaga a conta passada
Em Portugal, a remuneração média real aumentou 1,8% no segundo trimestre e a inflação recuou para 3,0% em julho. É uma melhoria concreta do fluxo de rendimento, mas não significa que os preços tenham voltado ao nível anterior nem que todas as famílias estejam a recuperar ao mesmo ritmo.
A confiança melhora, a inflação sobe: porque os juros não seguem uma fórmula simples
Em julho de 2026, o sentimento económico melhorou na zona euro, mas a inflação subiu para 2,9% e a energia continuou a pressionar os preços. O BCE manteve as taxas e reforçou que decide reunião a reunião.
Os juros longos estão a subir. E o problema já não é apenas o BCE
Uma venda global de obrigações está a empurrar para cima os custos de financiamento de longo prazo, mesmo sem uma nova subida imediata das taxas diretoras. Petróleo, inflação, dívida pública, necessidades de financiamento e mudanças no Japão estão a obrigar os investidores a exigir mais para emprestar dinheiro durante dez, vinte ou trinta anos. Quando isso acontece, a pressão não fica no mercado obrigacionista: chega às ações, às empresas, aos Estados e, por diferentes canais, ao custo do crédito.
A zona euro cresceu 0,4%. O emprego quase não mexeu.
O PIB da zona euro avançou 0,4% no segundo trimestre de 2026, mas o emprego cresceu apenas 0,1% e a produção industrial ficou praticamente parada em junho. A recuperação existe, mas ainda não se distribui de forma uniforme pela economia.
Rendas e Euribor em 2027: não são a mesma conta
Em agosto de 2026 o coeficiente legal das rendas para 2027 ainda não está fechado. A Euribor segue outro mecanismo: depende do contrato e da data de revisão. Misturar os dois números pode levar a conclusões erradas.
Riqueza das famílias cresceu cerca de 21%: porque isso não significa 21% mais dinheiro
A riqueza líquida média e mediana das famílias portuguesas aumentou cerca de 21% em termos reais entre 2020 e 2024, segundo os dados revistos. Mas grande parte do património está em ativos como a habitação e não representa liquidez disponível.
A China continua a comprar ouro. E isso diz alguma coisa sobre o dinheiro que não quer ter.
A China voltou a aumentar as reservas oficiais de ouro em julho de 2026. O movimento não prova uma fuga iminente ao dólar nem anuncia o fim da moeda norte-americana, mas revela uma estratégia de diversificação num sistema monetário cada vez mais condicionado por risco geopolítico, sanções, volatilidade e concentração em ativos financeiros emitidos por outros Estados.
Euro digital desmistificado: o que será, o que não será e o que pode mudar
O euro digital será uma forma eletrónica de dinheiro do banco central, destinada a complementar notas e moedas. Não será uma criptomoeda, não substituirá automaticamente as contas bancárias e ainda não existe para utilização pública.