Um intermediário de crédito pode ajudar a tornar mais simples um processo cheio de propostas, documentos, condições e decisões. Não concede o crédito nem decide pelo cliente: acompanha, esclarece e ajuda a organizar a informação antes da decisão.
O crédito não começa no banco
Antes de pedir propostas, há uma pergunta básica: o que estamos realmente à procura?
Comprar casa? Transferir um crédito existente? Reduzir encargos? Reorganizar vários créditos? Perceber quanto pode fazer sentido pedir emprestado?
Parece evidente, mas muitas decisões começam precisamente ao contrário: primeiro procura-se uma proposta e só depois se tenta perceber se ela faz sentido.
Um intermediário de crédito pode ajudar a organizar esse caminho. Pode recolher informação, apoiar a preparação do processo, apresentar ou propor contratos dentro da atividade para a qual está autorizado e acompanhar os atos preparatórios necessários.
Em vez de começar pela proposta, começa-se pela necessidade.
Menos viagens entre propostas, documentos e condições
Quem já pediu crédito sabe como o processo pode crescer rapidamente.
Uma instituição pede determinados documentos. Surge uma dúvida sobre rendimentos. Falta uma declaração. Chega uma simulação. Depois outra. E, quando finalmente existem duas propostas à frente, aparece uma nova pergunta: qual é realmente melhor?
Porque comparar crédito não é simplesmente olhar para a prestação mensal.
Há taxa de juro, prazo, seguros, comissões, produtos associados, TAEG, MTIC e várias condições que podem alterar o custo final ou a forma como o contrato funciona.
O intermediário pode funcionar como um ponto de contacto ao longo deste percurso, ajudando a organizar informação e a esclarecer o que está a ser apresentado.
Traduzir linguagem bancária para linguagem normal
Há documentos bancários importantes precisamente porque concentram muita informação. O problema é que nem sempre são fáceis de interpretar à primeira leitura.
Uma diferença aparentemente pequena numa taxa pode representar dinheiro ao longo de muitos anos. Uma prestação mais baixa pode resultar de um prazo maior. Uma determinada condição comercial pode depender da contratação ou manutenção de outros produtos.
É aqui que uma parte importante da intermediação pode ser muito simples de explicar: ajudar o consumidor a perceber aquilo que tem à frente.
Perceber o que está a ser proposto.
Perceber o que muda de uma proposta para outra.
Perceber aquilo a que deve prestar atenção antes de decidir.
Porque compreender aquilo que se vai assinar é tão importante como chegar à fase da aprovação.
O intermediário não substitui o banco
Também é importante desfazer um equívoco: um intermediário de crédito não concede crédito.
Mesmo quando existe intervenção de um intermediário, o financiamento é concedido por uma instituição legalmente habilitada para o efeito. É também essa instituição que analisa o pedido e decide se concede ou não o crédito.
O intermediário não transforma automaticamente um processo inviável num processo aprovado e não pode garantir antecipadamente uma decisão que pertence à instituição financeira.
O seu papel é outro: participar no processo dentro dos serviços para os quais está autorizado, prestar assistência nos atos preparatórios e disponibilizar informação e explicações sobre as características das soluções apresentadas.
Pode parecer uma distinção pequena. Não é.
Um acompanhamento sério não consiste em prometer que tudo é possível. Consiste também em ajudar a perceber o que está a ser pedido, o que está a ser proposto e quais são os passos seguintes.
E poupar tempo também conta
Quando falamos de crédito, pensamos quase sempre em dinheiro.
Mas há outro custo que raramente aparece numa simulação: tempo.
Tempo a pesquisar. Tempo a preencher informação. Tempo a reunir documentação. Tempo a acompanhar respostas. Tempo a tentar perceber se duas propostas estão realmente a ser comparadas nas mesmas condições.
Para quem compra casa pela primeira vez, todo o processo pode ser novo. Para quem pretende transferir ou reorganizar créditos, pode simplesmente não existir disponibilidade para acompanhar sozinho todas as etapas.
A utilidade do acompanhamento também está aqui: reduzir a desorganização do processo e dar ao consumidor um ponto de referência para as dúvidas que vão surgindo.
Então vale a pena recorrer a um intermediário de crédito?
Depende daquilo que cada pessoa procura.
Há consumidores que conhecem bem o mercado, sabem exatamente o que querem e preferem tratar diretamente de todo o processo.
Outros valorizam acompanhamento. Querem perceber alternativas, organizar a documentação, compreender as propostas e ter alguém que ajude a esclarecer o percurso entre o primeiro pedido e a decisão.
É precisamente aí que a intermediação de crédito pode ser útil.
Não para escolher pelo cliente.
Para ajudar o cliente a escolher melhor.
Antes de assinar, perceba o que tem à sua frente
Um crédito à habitação pode acompanhar uma família durante décadas. Um crédito consolidado pode alterar significativamente a organização financeira mensal. Uma transferência de crédito pode parecer interessante e deixar de o ser quando se analisam todos os custos e condições.
São decisões suficientemente importantes para não serem tomadas apenas porque uma prestação parece agradável numa folha de papel.
Na Falcão Intermediários de Crédito acreditamos que a primeira etapa deve ser sempre compreender.
Compreender a situação.
Compreender as propostas.
Compreender os custos e as condições.
E só depois decidir.
Porque um intermediário de crédito pode facilitar muita coisa.
Mas a decisão continua a ser sua.
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O que faz um intermediário de crédito?
Um intermediário de crédito participa no processo de concessão de crédito dentro dos serviços para os quais está autorizado. Pode apresentar ou propor contratos de crédito, prestar assistência nos atos preparatórios e disponibilizar informação e explicações sobre as características das soluções apresentadas.
Um intermediário de crédito é quem aprova ou concede o financiamento?
Não. O intermediário de crédito não está autorizado a conceder crédito. Mesmo com a intervenção de um intermediário, o financiamento é sempre concedido por uma instituição legalmente habilitada e a decisão de aprovação pertence a essa instituição.
Qual é a utilidade de recorrer a um intermediário de crédito?
Pode ser útil para organizar o processo, acompanhar atos preparatórios, esclarecer características das soluções apresentadas e tornar mais simples a leitura e comparação da informação antes da decisão do consumidor.
Define o intermediário de crédito e os serviços que pode prestar, incluindo apresentação ou proposta de contratos, assistência nos atos preparatórios e, quando autorizado, celebração em nome do mutuante; esclarece também que o intermediário não concede crédito.
Descreve os deveres de conduta e de informação aplicáveis aos intermediários de crédito, incluindo diligência, lealdade, informação clara e consideração da situação, objetivos e necessidades dos consumidores.
Aprova o regime jurídico de acesso e exercício da atividade de intermediário de crédito e da prestação de serviços de consultoria relativamente a contratos de crédito.